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Autor: Henrique Damásio Soares
De acordo com dados de organizações não governamentais, aproximadamente 85 % dos municÃpios brasileiros não possuem aterro sanitário para a adequada destinação de resÃduos domésticos/urbanos. A realidade de grande parte da municipalidade do paÃs é um quadro de degradação no que se refere a disposição de lixo, na linguagem popular. As áreas de disposição de resÃduos na verdade são áreas abandonadas pela sociedade e servem para realizar os despejos do que sobrou das diversas atividades da sociedade moderna.
O descaso da sociedade civil e do poder público e a má distribuição de renda levam as populações necessitadas à ocupação destas áreas muitas vezes no formato de moradias sem nenhuma condição humana de sobrevivência em busca de riquezas desperdiçadas pela sociedade brasileira como: restos de alimentos, metais, vidro, plástico e papel. Os trabalhadores aguardam o descarte do lixo pelas empresas de limpeza urbana para realizar a catação e conseguir acumular quantidade que garanta alguma remuneração. O grande volume de resÃduos e a forma que são tratados atraem as pessoas e favorecem este tipo de trabalho subumano, porém na grande maioria é a única forma de sobrevivência das famÃlias não assistidas, as quais, geralmente apresentam numerosos herdeiros que também executam esta tarefa. As prefeituras têm a responsabilidade legal de acabar com operações dos lixões em suas cidades e viabilizar a destinação adequada dos resÃduos sólidos urbanos, de acordo com o previsto na legislação federal.
O poder público tem como obrigação realizar a coleta, transporte e destinação dos resÃduos domiciliares urbanos. Estes resÃduos são compostos segundo diversas pesquisas e dados de saneamento municipal de: lixo sanitário, restos de comida, metal, plástico e vidro. Os outros resÃduos, gerados por atividades industriais, construção civil e de saúde, cabem ao próprio gerador realizar a gestão dos seus rejeitos. Existem legislações e regulamentos especÃficos de acordo com as classificações dos resÃduos frente à periculosidade ou não dos resÃduos sólidos.
De acordo com a NBR 10004 os resÃduos são classificados como:
Classe I – ResÃduos Perigosos;
Classe II – ResÃduos não perigosos;
Classe II A – ResÃduos inertes
Classe II B – ResÃduos Não inertes.
Cada grupo de resÃduos tem suas recomendações de manuseio e acondicionamento segundo as NBR`s que servem como referência e critérios para o correto cumprimento da legislação. As análises e busca de bibliografias sobre a temática terão estrutura fundamentada em aspectos ambientais, econômicos e sociais, avaliando a sustentabilidade da gestão de resÃduos na flonaca. Os inúmeros aspectos ambientais são a potencial contaminação principalmente do solo e da água devido a condições de armazenamento de resÃduos perigosos, transporte de resÃduos e destinação final de dejetos urbanos e industriais diversificadas.
A contaminação por substâncias tóxicas do solo e de recursos hÃdricos, a geração de chorume e a emissão de gases do efeito estufa gerados na decomposição de lixo urbano são aspectos a serem gerenciados e controlados. Para estabelecer ordenamento e padrões ambientais as NBR`s estabelecem padrões referentes à s medidas obrigatórias para armazenar, transportar e destinar os resÃduos sólidos. Para armazenamento de resÃduos não perigosos é necessário área com caracterÃsticas que permitam garantir a integridade fÃsica dos resÃduos. ResÃduos perigosos devem ser armazenados em locais com bacia de contenção contra vazamentos, drenos, caixas coletoras, área coberta e com piso impermeável e com sistemas de combate a incêndio. Os resÃduos devem ser transportados para armazenamento temporário e ou disposição final em veÃculos devidamente identificados. Para resÃduos classe II o transporte por caminhões caçambas é o mais usado. Os veÃculos que fazem o transporte de resÃduos perigosos devem ter sinalização apropriada, kits de emergência e o condutor deve ter habilitação própria para transporte de produtos especiais.
A destinação final de resÃduos pode ser resumida por: aterros sanitários para os resÃduos urbanos, aterros de resÃduos perigosos, aterro de resÃduos inertes, coprocessamento, refino, incineração e reciclagem.
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Projeto Elaboração de um Plano de Gerenciamento de ResÃduos Sólidos
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