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Autor: André Luiz Costa

INTRODUÇÃO

O turismo gera impacto, muitas das vezes irreversível, ao meio ambiente. O ecoturismo, uma vertente do turismo, pode provoca, por sua vez, grandes danos à natureza, e se não for bem planejado se torna extremamente desastroso. Contudo, há que se ponderar o outro lado da moeda, o mesmo propicia também, impactos positivos e bastante relevantes, como, por exemplo, a criação de áreas de proteção ambiental e a disseminação da própria educação ambiental como fonte de mudança comportamental, que, “...é a contribuição para a formação de cidadãos mais conscientes...”

Então, nesse aspecto, surge o ecoturismo, a sustentabilidade do meio através da prática da educação ambiental e o uso consciente do meio ambiente, homem e natureza integrados em uma parceria que pode gerar resultados positivos.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A questão que se posta em debates é, simplesmente, o futuro da humanidade que depende, diretamente, da forma como a questão ambiental está sendo considerada por nós, como está sendo praticada por cada um de nós na atualidade.

A forma desrespeitosa com que o meio ambiente vem sendo tratado; a abundância de regramentos legislativos, nem sempre harmônicos e em choque com a pouca ou quase nenhuma fiscalização; o crescimento desordenado das grandes cidades; o desmatamento descontrolado no interior; o lixo gerado pela nossa sociedade, tanto os resíduos de produção como os de consumo; a questão da reciclagem; a falta de tratamento de esgoto que é jogado in natura nos rios e nas praias; O alto índice de gazes pesados na atmosfera, a nossa irresponsabilidade; e outros “n” assuntos, são vislumbrados na educação ambiental.
Como a grande preocupação a nível global e com o setor econômico, e tal idéia vem em rolo compressor cultural, tanto que para Aulicino, “o Brasil não se caracteriza, sem dúvida, pela tradição com a preocupação ambiental...”, o autor explica esse fato contando que: quando os Colonizadores chegaram ao Brasil, seus interesses estavam no retorno econômico, há época não havia o turismo como uma prática econômica.

A lição que se pode tirar é a de que a questão econômica é a tônica da globalização, há que se ter, em todos os seguimentos, a idéia clara do apelo econômico. Isso se da, também, nas causas e projetos de cunho Ambiental. Nesse caso enquadra-se perfeitamente a idéia do ecoturismo.
Ainda de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a educação ambiental é capaz de transformar o pensamento do homem em relação à natureza. O ser humano passa a valorizar a natureza através da educação ambiental, utilizando-a com o mínimo de impacto possível.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E TURISMO

Pela visão defendida dentro dos PCNs é,

“... Principal função do trabalho com o tema Meio Ambiente é contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos para decidirem e atuarem na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global”

Segundo Ruschmann, o turismo não sobrevive sem o meio ambiente, por esse motivo há que se ter uma maior preocupação nesse aspecto.

“A educação para o turismo ambiental deverá ser desenvolvida por meio de programas não-formais, chamando o “cidadão-turista” a uma participação consciente na proteção do meio ambiente não apenas durante suas férias, mas também no cotidiano, no local de residência permanente.”


ECOTURISMO

“O ecoturismo é provocar e satisfazer o desejo que temos de estar em contato com a natureza, é explorar o potencial turístico visando à conservação e o desenvolvimento, é evitar o impacto negativo à ecologia, à cultura e à estética”.
O turismo é uma atividade econômica que vem crescendo nas últimas décadas no Brasil, onde existem várias áreas naturais sendo exploradas e valorizadas por seus ricos patrimônios histórico-culturais, caracterizando o turismo ambiental, ou seja, o ecoturismo.

O ecoturismo, infelizmente, em muitas áreas no Brasil vem sendo mal explorado, e os impactos negativos já se manifestam. Com a implementação da educação esses impactos podem ser minimizados. Não basta somente desenvolver o ecoturismo, é preciso, também, todo um planejamento turístico para se obter um turismo sustentável.
Ainda, segundo a autora “o planejamento é uma atividade que envolve a intenção de estabelecer condições favoráveis para alcançar objetivos propostos.”
Nos casos onde não existam tais preocupações, podem ser grandes e irreversíveis os impactos causados pelo ecoturismo,

Alguns Impactos Negativos segundo Dóris Ruschmann: Acúmulo de lixo nas margens dos caminhos e das trilhas, nas praias, nas montanhas, nos rios e lagos; Uso de sabonete e de detergentes pelos turistas, contaminando a água dos rios e lagos, comprometendo sua pureza e a vida dos peixes e da vegetação aquática; Contaminação das fontes e dos mananciais de água doce e do mar perto dos alojamentos, provocada pelo lançamento de esgoto e lixo in natura nos rios e no oceano; Poluição sonora e ambiental; etc.

CONCLUSÃO

A educação ambiental é o preâmbulo para a conquista da transformação no pensamento do ser humano, para a conscientização coletiva.
A conservação do meio ambiente é de vital importância para sobrevivência da humanidade, ainda que muitos não consigam perceber tal perigo.
O turismo, que é atividade econômica, através do ecoturismo, embora impactante, pode ser um meio pelo qual a sociedade possa rever conceitos e valores, pois este se propõe, aliado a educação ambiental, a resgatar a idéia da integração Homem-Natureza como uma coisa só, como uma só coisa.
Se olharmos do espaço, para terra, veremos que somos todos terráqueos, que somos todos companheiros na mesma viagem.


BIBLIOGRAFIA

AULICINO, M. P. (1997) Algumas implicações da exploração turística dos recursos naturais. In

FIGUEIREDO, L. A. V. de. (1997) Ecoturismo e participação popular no manejo de áreas protegidas: aspectos conceituais, educativos e reflexões. In RODRIGUES, A. B. (org.) Turismo e Ambiente – Reflexões e Propostas. São Paulo: Hucitec. 2000.

Parâmetros Curriculares Nacionais. Meio Ambiente e Saúde. Brasília: Ministério da Educação. 2001.

RUSCHMANN, D. V. D. M. Turismo e Planejamento Sustentável. São Paulo: Papirus. 1997.

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