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Enquanto, em Bali, Indonésia, a Cúpula de 190 países retratavam o fracasso dos 10 anos do protocolo de Kioto, que termina em 2012 e a necessidade urgente de cuidados para conter os efeitos negativos das mudanças climáticas no planeta, com reforço para a proteção da Amazônia, pulmão da Terra, o Estado brasileiro, como que num capricho pós descoberta tardia desse potencial megabiodiverso e em processo contínuo de desmatamento, diz, agora, que não aceita regras mundiais de proteção, via redução de emissões. No entanto, historicamente a riqueza da Amazônia sempre esteve entregue aos exploradores de plantão via ciclos do ouro, borracha, gado, soja, cana-de-açúcar.
Será se o governo brasileiro se sente impotente para tomar conta, cuidar, preservar, conter e prevenir ameaças constantes que sofre o maior patrimônio da Terra, em terras tupiniquins? Que devemos proteger a Amazônia, é consenso mundial. Já desmatamos cerca de 15% e há previsões de chegarmos a 60%, até 2050. Que os países mais poluidores e ricos do mundo devem pagar a maior conta da dor que o planeta sente, pós difusão do fenômeno Aquecimento Global, é polêmico. Como poderemos distribuir as responsabilidades que cabem, a cada um, no atual processo de degradação da Terra, é discutível. Mas que a Humanidade precisa adotar uma forma cuidadosa de se relacionar com a Natureza, com o meio, com o todo, é urgente, porque vital.
Desde 1954, quando Londres, Inglaterra, teve sérios problemas de saúde pública decorrentes do excessivo uso de carvão pela indústria, que a humanidade vem sendo alertada sobre os efeitos poluentes de dióxido de carbono no meio ambiente. O termo aquecimento global popularizou-se recentemente. Mas, a caracterização do efeito estufa como uma camada de ar pesada que impede a saída do calor, vindo do Sol, tem suas causas linkadas, diretamente, na pós Revolução Industrial. A idéia de que a Terra nos parecia soberana, poderosa, com recursos naturais, como água doce, ilimitados, ainda parece vigorar na maioria das pessoas que insiste num modelo de vida baseado no consumo excessivamente descartável. O exemplo mais visível dessa irracionalidade no descarte e desperdício de produtos de uso pessoal, doméstico ou industrial esta ai, à nossa vista, a partir da porta da nossa casa, onde descartamos, todos os dias, dezenas de quilos e litros de resíduos sólidos ou líquido, sem nenhum critério, rumos aos lixões
Num país com cerca de 188 milhões de habitantes, um planeta passando dos 6,6 bilhões de pessoas, e ainda sem muitas perspectivas de mudança desse modelo de vida, perverso, degradador, descuidado, a vida está cada dia mais desconfortável, para a maioria, e tende a tornar-se insuportável, em breve. Para mudar este paradigma histórico, de crescer sem parar, e de forma tão célere quanto o próprio movimento da Terra, ou tomamos consciência das limitações do planeta e nos harmonizemos nesse caos, ou seremos sugados por energias universais ainda sem controle humano.
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